Plutão foi descoberto em 18 de fevereiro de 1930 pelo astrônomo americano Clyde Tombaugh, no Observatório Lowell, comparando fotos do céu tiradas em noites diferentes. Por 76 anos, foi considerado o nono planeta do Sistema Solar.
A decisão de 2006
No começo dos anos 2000, os astrônomos começaram a encontrar outros corpos parecidos com Plutão nos confins do Sistema Solar, numa região chamada Cinturão de Kuiper. Um deles, Éris, descoberto em 2005, tem massa maior que a de Plutão. Ou esses novos objetos também seriam planetas, ou era preciso uma definição melhor.
Em 24 de agosto de 2006, a União Astronômica Internacional aprovou critérios. Para ser planeta, um corpo precisa:
- girar ao redor do Sol;
- ter massa suficiente para ser praticamente redondo;
- ter limpado a vizinhança da sua órbita, dominando a região.
Plutão cumpre os dois primeiros, mas não o terceiro: divide a órbita com muitos outros objetos do Cinturão de Kuiper. Passou, então, para a nova categoria de planeta anão, ao lado de Éris e Ceres, entre outros.
Plutão é menor que a nossa Lua: tem cerca de 2.380 quilômetros de diâmetro.
O sobrevoo de 2015
Em 14 de julho de 2015, a sonda New Horizons, da NASA, passou a cerca de 12,5 mil quilômetros da superfície de Plutão, depois de nove anos e meio de viagem. As imagens surpreenderam: em vez de uma bola de gelo morta e cheia de crateras, apareceu um mundo geologicamente ativo.
A marca mais famosa é uma região clara em forma de coração, batizada de Tombaugh Regio em homenagem ao descobridor. A metade esquerda do coração, chamada Sputnik Planitia, é uma enorme planície de nitrogênio congelado, sem crateras, o que indica que a superfície se renova. Há também montanhas de gelo de água com milhares de metros de altura e uma atmosfera fina, em camadas de névoa azulada.
Uma família de luas
Plutão tem cinco luas conhecidas. A maior, Caronte, tem metade do diâmetro do próprio Plutão, e os dois giram em torno de um ponto entre eles, quase como um sistema duplo. As outras quatro, Estige, Nix, Cérbero e Hidra, são pequenas e irregulares.
Longe e devagar
Plutão leva 248 anos terrestres para dar uma volta no Sol. Desde a sua descoberta, ainda não completou nem metade de uma órbita. A luz do Sol leva, em média, mais de cinco horas para chegar até lá.
Uma curiosidade: parte das cinzas de Clyde Tombaugh, que morreu em 1997, viajou a bordo da New Horizons. O descobridor de Plutão acabou passando pelo mundo que encontrou.