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Plutão: por que deixou de ser planeta e o que a New Horizons encontrou lá

Descoberto em 1930, Plutão foi reclassificado como planeta anão em 2006. Nove anos depois, uma sonda revelou um mundo ativo, com montanhas de gelo e um "coração" de nitrogênio congelado.

Plutão em cores realçadas, numa imagem da sonda New Horizons (2015).
Plutão em cores realçadas, numa imagem da sonda New Horizons (2015). · Imagem: NASA / NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute

Plutão foi descoberto em 18 de fevereiro de 1930 pelo astrônomo americano Clyde Tombaugh, no Observatório Lowell, comparando fotos do céu tiradas em noites diferentes. Por 76 anos, foi considerado o nono planeta do Sistema Solar.

A decisão de 2006

No começo dos anos 2000, os astrônomos começaram a encontrar outros corpos parecidos com Plutão nos confins do Sistema Solar, numa região chamada Cinturão de Kuiper. Um deles, Éris, descoberto em 2005, tem massa maior que a de Plutão. Ou esses novos objetos também seriam planetas, ou era preciso uma definição melhor.

Em 24 de agosto de 2006, a União Astronômica Internacional aprovou critérios. Para ser planeta, um corpo precisa:

  • girar ao redor do Sol;
  • ter massa suficiente para ser praticamente redondo;
  • ter limpado a vizinhança da sua órbita, dominando a região.

Plutão cumpre os dois primeiros, mas não o terceiro: divide a órbita com muitos outros objetos do Cinturão de Kuiper. Passou, então, para a nova categoria de planeta anão, ao lado de Éris e Ceres, entre outros.

Plutão é menor que a nossa Lua: tem cerca de 2.380 quilômetros de diâmetro.

O sobrevoo de 2015

Em 14 de julho de 2015, a sonda New Horizons, da NASA, passou a cerca de 12,5 mil quilômetros da superfície de Plutão, depois de nove anos e meio de viagem. As imagens surpreenderam: em vez de uma bola de gelo morta e cheia de crateras, apareceu um mundo geologicamente ativo.

A marca mais famosa é uma região clara em forma de coração, batizada de Tombaugh Regio em homenagem ao descobridor. A metade esquerda do coração, chamada Sputnik Planitia, é uma enorme planície de nitrogênio congelado, sem crateras, o que indica que a superfície se renova. Há também montanhas de gelo de água com milhares de metros de altura e uma atmosfera fina, em camadas de névoa azulada.

Uma família de luas

Plutão tem cinco luas conhecidas. A maior, Caronte, tem metade do diâmetro do próprio Plutão, e os dois giram em torno de um ponto entre eles, quase como um sistema duplo. As outras quatro, Estige, Nix, Cérbero e Hidra, são pequenas e irregulares.

Longe e devagar

Plutão leva 248 anos terrestres para dar uma volta no Sol. Desde a sua descoberta, ainda não completou nem metade de uma órbita. A luz do Sol leva, em média, mais de cinco horas para chegar até lá.

Uma curiosidade: parte das cinzas de Clyde Tombaugh, que morreu em 1997, viajou a bordo da New Horizons. O descobridor de Plutão acabou passando pelo mundo que encontrou.

Quem escreveuRedação Singularity ZoneNotícias e guias sobre espaço e astronomia, escritos para quem olha para o céu com curiosidade.

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