O Sol é uma estrela comum, de tamanho médio, e é exatamente por isso que existimos. Ele concentra cerca de 99,8% de toda a massa do Sistema Solar e caberiam nele mais de um milhão de Terras. Tem cerca de 4,6 bilhões de anos e deve continuar estável por mais alguns bilhões.
Uma usina de fusão
No núcleo, a temperatura chega a uns 15 milhões de graus e a pressão é enorme. Nessas condições, núcleos de hidrogênio se fundem e formam hélio, liberando energia. A cada segundo, o Sol converte milhões de toneladas de matéria em energia, segundo a famosa equação de Einstein, E = mc².
A energia produzida no centro leva muito tempo para chegar à superfície, porque fica sendo absorvida e reemitida pelo gás denso: estimativas falam em dezenas de milhares de anos ou mais. Já da superfície até nós, a luz viaja 150 milhões de quilômetros em cerca de 8 minutos e 20 segundos.
Quando olhamos para o Sol, vemos como ele era há pouco mais de oito minutos.
As camadas do Sol
- Fotosfera: a superfície visível, a cerca de 5.500 °C. É onde aparecem as manchas solares, regiões mais frias e escuras ligadas ao campo magnético.
- Cromosfera: uma camada fina acima da fotosfera, avermelhada, visível durante eclipses.
- Coroa: a atmosfera externa, que passa de um milhão de graus. Por que ela é tão mais quente que a superfície ainda é uma das grandes perguntas da física solar.
O ciclo de 11 anos
A atividade do Sol sobe e desce num ciclo de cerca de 11 anos, marcado pelo número de manchas solares. No máximo do ciclo, há mais explosões solares e ejeções de massa coronal, nuvens de partículas que, quando atingem a Terra, podem causar auroras, interferir em satélites e em redes elétricas. O ciclo atual teve o seu máximo por volta de 2024 e 2025, quando auroras foram vistas em latitudes muito mais baixas que o normal.
Tocando o Sol
A sonda Parker Solar Probe, da NASA, lançada em 2018, é o objeto feito por humanos que mais se aproximou do Sol. Em 24 de dezembro de 2024, passou a cerca de 6,1 milhões de quilômetros da superfície, a uma velocidade de quase 700 mil quilômetros por hora, atravessando a coroa. Um escudo térmico de carbono protege os instrumentos.
O futuro do Sol
Daqui a uns 5 bilhões de anos, o hidrogênio do núcleo vai acabar. O Sol vai inchar e virar uma gigante vermelha, engolindo provavelmente Mercúrio e Vênus. Depois, vai soltar as camadas externas e restará um núcleo pequeno e quente, uma anã branca, do tamanho aproximado da Terra.
Um alerta importante: nunca olhe diretamente para o Sol, nem com óculos escuros, binóculo ou telescópio sem filtro solar certificado. A luz concentrada causa lesões permanentes na retina em segundos.