A Estação Espacial Internacional (ISS) é o maior objeto que a humanidade já colocou em órbita. Tem cerca de 109 metros de ponta a ponta, mais ou menos o comprimento de um campo de futebol, e pesa cerca de 420 toneladas. Foi montada no espaço, peça por peça, em dezenas de voos.
Uma obra de vários países
O primeiro módulo, o russo Zarya, foi lançado em 20 de novembro de 1998. A estação é uma parceria entre as agências espaciais dos Estados Unidos, da Rússia, da Europa, do Japão e do Canadá. O Brasil chegou a assinar um acordo de participação no fim dos anos 1990, para fornecer peças, mas acabou não concluindo a sua parte.
Desde 2 de novembro de 2000, a ISS tem gente morando a bordo sem interrupção. São mais de duas décadas de presença humana contínua no espaço, com astronautas de dezenas de países, incluindo o brasileiro Marcos Pontes, em 2006.
16 nasceres do sol por dia
A estação viaja a cerca de 28 mil quilômetros por hora, a uma altitude em torno de 400 quilômetros. Completa uma volta ao redor da Terra em cerca de 90 minutos, o que dá umas 15 a 16 voltas por dia. A tripulação vê, em média, 16 nasceres e 16 pores do sol a cada 24 horas.
A essa velocidade, a ISS atravessaria o Brasil de norte a sul em menos de dez minutos.
A altitude cai devagar por causa do atrito com o pouco de atmosfera que ainda existe lá em cima. Periodicamente, motores de naves acopladas dão pequenos empurrões para manter a órbita.
Para que serve
A ISS é, antes de tudo, um laboratório. Ali se estudam os efeitos da microgravidade no corpo humano (perda óssea e muscular, mudanças na visão e no sistema imune), algo essencial para viagens longas a Marte. Também se fazem experimentos de física, de química, cultivo de plantas e crescimento de cristais de proteínas, que crescem mais regulares sem o peso.
Os astronautas fazem cerca de duas horas de exercícios por dia, em esteira, bicicleta e aparelho de resistência, para reduzir a perda de massa muscular e óssea.
Como ver daqui
A ISS não tem luz própria: brilha porque reflete a luz do Sol. Por isso aparece pouco depois do pôr do sol ou pouco antes do amanhecer, quando o céu está escuro para nós, mas a estação, lá no alto, ainda está iluminada. Ela surge como um ponto muito brilhante que atravessa o céu em poucos minutos, sem piscar e sem luzes coloridas, o que a diferencia de um avião.
Os horários das passagens sobre cada cidade são divulgados pela NASA no serviço Spot the Station e por aplicativos de astronomia.
O fim da estação
A operação da ISS está prevista até 2030. Depois disso, a estação deve ser guiada para uma reentrada controlada sobre uma região remota do Oceano Pacífico, com a ajuda de uma nave construída especialmente para isso. A NASA pretende contratar estações comerciais para substituí-la na órbita baixa.